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Atletas da APC comentam expectativas para o Parapan-americano de Lima


Davi Wilker durante a 2ª etapa do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo, última competição antes do Parapan. Foto: Luz Comunicação

Em meados do mês de julho, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou a maior delegação da história do Brasil em Jogos Parapan-americanos. Dentre os 337 convocados, três nomes são especiais: Davi Wilker, Jair Porfírio e Verônica Hipólito. Além de representar o país, o trio leva para a competição multiesportiva (que acontece em Lima, no Peru, entre os dias 23 de agosto e 01 de setembro) as cores da Associação Paraolímpica de Campinas – APC.


Atleta da entidade campineira desde o ano passado, Davi Wilker comemora a conquista do índice que o levará para o primeiro Parapan da carreira: “A preparação tem sido bastante intensa e a conquista da vaga não vem de agora. Há anos venho trabalhando com meus técnicos e o clube para alcançar esse resultado. Todo atleta espera fazer bonito em uma grande competição, e comigo não é diferente. Esse é o auge da minha carreira, então espero dar o meu melhor e realizar boas marcas por lá”.


Assim como o companheiro de clube, Jair Porfírio também fará sua estreia em Parapans. Aos 24 anos o atleta de 1,28m (portador de nanismo) é o primeiro no ranking da sua categoria e detentor dos atuais recordes Brasileiro e das Américas no dardo (com a marca de 33,70) e no peso (8’04).


“Cheguei à APC em 2018 e desde então venho buscando conquistas maiores no atletismo. Iniciei nesse esporte por amor e é através dessa ligação que venho colhendo bons frutos. Venho me preparando muito bem para este momento, realizando bons treinos, então a expectativa é de que eu consiga voltar de Lima com duas medalhas e, quem sabe, com dois novos recordes”, revela Jair.


Verônica Hipólito

Verônica Hipólito durante a prova dos 100m na 2ª etapa do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo. Foto: Luz Comunicação

O atletismo surgiu na vida de Verônica ainda na juventude, quando buscou o esporte para reabilitar-se de uma paralisia leve do lado direito do corpo, em decorrência de um tumor cerebral e um AVC aos 14 anos. A trajetória de sucesso nas pistas começou em 2013, quando foi campeã mundial; dois anos depois, conquistou dois ouros e uma prata no Parapan de Toronto.


Ainda em 2015, ela descobriu 200 lesões no intestino grosso e, para evitar a evolução para um câncer, precisou tirar mais de 90% do cólon. Manteve-se firme para competir na Rio-2016 e, logo depois, enfrentou um novo obstáculo: a retirada de mais um tumor na cabeça em 2017.


Após um retorno breve, ano passado ausentou-se do esporte mais uma vez para operar o terceiro tumor cerebral. O repouso total a fez reaprender a andar e a transição da fisioterapia para as pistas não foi fácil, já que a nova operação agravou a paralisia.


Reclassificada, na primeira competição que disputou – em abril – encerrou a prova com um tempo bem distante do melhor da vida. Mas, com foco, determinação e muito trabalho, Verônica vai para Lima almejando bons resultados e, quem sabe, o índice para o Mundial – que acontece em novembro no Quatar.


“Agora está sendo tudo diferente pra mim e esse Parapan parece o primeiro, então estou muito ansiosa. Por conta desse meu novo momento, escolhemos diminuir as provas, então só vou correr os 100m. Basicamente estou reaprendendo a usar meu corpo depois de tantas cirurgias. A minha limitação aumentou, mas, felizmente, isso está mudando dia a dia. Não estava nem conseguindo andar, consegui voltar a correr, consegui o índice para o Parapan e agora estou focada em fazer o meu melhor e buscar uma vaga para o Mundial também”, comemora a atleta.


Vale ressaltar que os três atletas convocados fazem parte da equipe formada pela Associação Paraolímpica de Campinas, a partir do projeto CTEPCR: Atletismo Fase 1, executado via Lei de Incentivo Federal. Com duração de doze meses, o projeto recebe patrocínio da 3M, Grupo Bauminas, Aviagen, CI&T, Buckman, Matera, Stoller, Hospital Vera Cruz e Fundação Educar DPaschoal, além de apoios do FIEC e da Prefeitura Municipal de Campinas.


O Projeto

Centro de Treinamento em Esportes Paralímpicos de Campinas e Região – CTEPCR: Atletismo Fase I é o primeiro projeto voltado para o atletismo de alto rendimento a ser executado pela APC, via Lei de Incentivo Federal. As ações prioritárias são a massificação da prática dos esportes paralímpicos e excelência esportiva de rendimento, objetivando o desenvolvimento e crescimento da prática dos esportes paralímpicos na RMC. Buscando dar maiores e melhores oportunidades aos atletas destaque de camadas sociais menos favorecidas, o projeto visa a formação de uma equipe com 12 atletas – em níveis regional, nacional e internacional, cujo trabalho e empenho almejam participação e representação como equipe do município nos Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior do estado de São Paulo, bem como em eventos esportivos dos calendários estadual e nacional. Para tanto, são oferecidos treinos diários no CEAR (Centro Esportivo de Alto Rendimento), localizado em Campinas, interior de São Paulo, garantindo atendimento de excelência no processo de aprendizagem, aperfeiçoamento e treinamento em esportes paralímpicos. Com duração de doze meses, CTEPCR: Atletismo Fase I recebe patrocínio da 3M, Grupo Bauminas, Aviagen, CI&T, Buckman, Matera, Stoller, Hospital Vera Cruz e Fundação Educar DPaschoal, além de apoios do FIEC e da Prefeitura Municipal de Campinas.

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